11.5.09

Oasis @ Arena Skol Anhembi - 09/05/2009

Foi de chorar de tão lindo. Ainda bem que eu fui!

18.3.09

Camiseta Ecológica



A Billabong em parceria com a Água Schin lança a linha de camisetas ECO Recycled, confeccionadas a partir de fibras recicladas de garrafas PET.

Para cada camiseta são necessárias cerca de 10 garrafinhas de 300 ml e as estampas foram criadas pelo artista plástico Alexandre Sesper.

E as camisetas trazem uma vantagem adicional: não possuem aquelas etiquetas IN-SU-POR-TÁ-VEIS que ficam arranhado, incomodando, acabando com o humor de qualquer um.

As peças são vendidas nas lojas Billabong ao preço sugerido de R$ 74,60 (feminina) e R$ 94,60 (masculina). Vai lá: ECO Recycled

Amigas Para Sempre


Recebi um carinho tão gostoso da minha sempre amiga Azália ontem no seu blog Espelho sem Aço que me fez até chorar. Mas foi choro bom, de saudades.

Amiga, você sempre foi um modelo pra mim. Mulher guerreira, artista, inteligente. A cabecinha sempre borbulhando de idéias e olhar sempre curioso, como se estisse vendo as coisas pela primeira vez na vida.

Sinto muita falta dos nossos dias.

17.3.09

Separados no Nascimento



O governador cassado Jackson Lago e o diretor estrelado Woody Allen. Na verdade acho que eles não foram separados no nascimento. Acho que eles são a mesma pessoa. E a palhaçada do governador não passa de mais uma piada inteligente de Allen...

5.3.09

Onde Moram as Emoções

Uns dizem que as emoções são sentidas no coração. Outros afirmam que é o cérebro que as forma. Eu digo que atingem diversos órgãos.

Por exemplo, acabo de ler uma coisa no Orkut que fez meu fígado gritar na hora. Considero a emoção hepática a pior, a mais virulenta. É amarga, profunda, demora pra passar. Não sou capaz de dar nome a esse sentimento. É a pura sensação biliar. É escura e ruim.

Não, não é raiva. Raiva é diferente. Raiva tem nome e atinge basicamente meus sistemas nervoso e circulatório. Nervoso porque eu tremo descontroladamente e com a descarga de adrenalina o sangue dispara nas veias. Suor excessivo e vermelhidão são decorrências. O gosto é acre, metálico. Gosto de sangue. Chega de forma violenta e inesperada. Mas assim como vem, vai. E depois que passa parece que nunca existiu.

Várias emoções são sentidas no estômago. Ansiedade, medo, surpresa e paixão. Sim, paixão. Por que vc acha que sente "um frio na barriga" quando seu pretê liga convidando pra sair? E por que os americanos dizem que estão com "borboletas no estômago" quando querem dizer que estão apaixonados? Na minha opinião, o símbolo da paixão deveria ser um estômago e não um coração. Acho que escolheram o coração porque sua representação simbólica é mais plástica. Pensaram que o estômago ficaria muito feinho estampando um cartão de Dia dos Namorados, coitado.

No coração já senti muita dor. Traição, abandono, rejeição. Tudo dói no coração. A intensidade é diretamente proporcional ao sentimento que se nutre por quem inflinge a dor. Pode só arranhar, mas pode rasgar, dilacerar, fazer feridas tão profundas que nunca cicatrizam.

Comecei esse post com a intenção de um desabafo, e termino com uma enorme dúvida: por que raios o coração é o símbolo universal do amor?? Sim, porque amor a gente sente em cada milímetro de corpo e em todos os recônditos da alma. E simultânemente!

2.3.09

Matador e Orelhudo

Melhor momento da nova temporada de Heroes: Sylar liga o rádio do carro e está tocando Psycho Killer...


Um dos filmes mais aguardados do ano: Star Trek, dirigido por J. J. Abrams, o incensado criador de Lost e estrelado por Sylar, digo, Zachary Quinto como Spock. Conta ainda com Eric Bana e Winona "Mãos-Leves" Ryder.





O site do filme tá bem bacana e vale a visita. Estréia mundial prometida pra 08 de Maio.


Quanto à nova temporada de Heroes... bem, fique com o que ela tem de bom: ouça Talking Heads!

20.2.09

Slumdog Millionaire


Pra mim esse é o filme do ano. Se não ganhar o Oscar é roubo.


Danny Boyle já havia mostrado a que veio quando fez o alucinante, vertiginoso e narcotizante Trainspotting, filme que revelou o jedi Ewan McGregor e a horripilante cena do bebê. Aliás, a cena em que o protagonista de Slumdog toma uma medida desesperada para encontrar-se com seu ídolo remete à famosa cena da privada de Trainspotting... 

Danny não tem nojo de merda, com certeza. Ou teve sua fase anal mal resolvida... rsrs

Boyle tem no currículo a pérola Cova Rasa, o bacaninha Por Uma Vida Menos Ordinária e o bacanão A Praia. Daí pra frente foi ladeira abaixo. Não esperava mais nada dele, parecia esgotado. Mas aí o cara renasce nesse filme irrepreensível.

A história conta através de flashbacks como um menino pobre da paupérrima India chega à final do "Show do Milhão" local. Criado nas favelas de Mumbai, ele é preso por suspeitarem de trapaça no progama de TV, afinal como ele poderia saber tantas respostas?

Muitos críticos traçaram paralelos entre Slumdog e Cidade de Deus, mas Boyle rejeita e não gosta da comparação. Dizem que a cor amarelada da película é a mesma. Eu acho que é a pobreza que tem os mesmos tons, onde quer que seja. Acusam-no de usar os mesmos recursos de enquadramento, seja com a câmera por cima ou por baixo dos atores. Mas ele já tinha feito isso antes, no próprio Trainspotting.

Seja o que for, Slumdog é arrebatador. A história é muito boa e só isso já valeria o ingresso. Ele ainda faz sofrer e você chega a sentir-se sufocado na poeirenta Mumbai. E a cena sozinha da redenção final, no melhor estilo Bollywood vale outro ingresso. Assista. É o tipo de filme pra se ver mais de uma vez.

E em tempos de Maya e Bahuan é culturalmente saudável conhecer a real vida indiana.

De Volta ao Aconchego

Pois é, não deu. Voltei. Pra mim foi tooooooooo much. A doença misteriosa nos pés, a melancolia profunda de ficar dias sem ver o sol, o desamparo da solidão, as sabotagens constantes do meu partner filipino, a tristeza e decepção por estar fritando omeletes, espremendo laranjas e fatiando pernil. Cozinhar de verdade mesmo, nada.


A falta de privacidade também se torna mortal com o passar dos dias. Quem me conhece sabe que não sou lá muito paciente, gosto dos meus momentos sozinha. Dentro de um navio vc não tem nem onde chorar sem ninguém ver. Isso me consumia. Eu achava que nunca poderia participar de um Big Brother pq arrumaria briga no primeiro dia. Hoje sei que não posso pq não aguentaria o confinamento. Eu vivi um Big Brother versão Apartheid sem prêmio nenhum no final.

Enfim, passou, já foi. Agora é respirar fundo e repensar no que fazer com o restante dos seis meses que planejara passar navegando.

O blog, graças às súplicas dos fãs, continuará. Certamente mais constante do que nunca e falando mais das coisas que eu gosto: cinema, música, literatura e gastronomia.

Agradeço todas as mensagens de apoio e carinho!



18.1.09

O Engodo dos Fiordes Chilenos

Se eu fosse passageira já estaria lá no Guest Relations reclamando muuuito. É que quando vc escolhe esse roteiro de viagem alguns lugares são "vendidos" mas nunca vistos. Explico: Estreito de Magalhães e Cabo Horn. São coisas que vc não vê, apenas navega por eles. Vc vai se perguntar, assim como o Canal do Panamá? Não. O Canal do Panamá é construído pelo homem e exige uma operação humana conjunta para atravessá-lo. Já o Estreito e o Cabo, conforme aprendi no colégio, são acidentes geográficos. Tentar vê-los é como tentar ver uma ilha quando se está nela: impossível.

Já os fiordes são uma grande entrada de mar cercada por montanhas rochosas. Estes sim podem ser vistos. Então por que digo que é um engodo, uma simples jogada de marketing? Porque não foram vistos por ninguém uma vez que passamos por eles às 4hs da manhã...

13.1.09

Comida de Tripulante

Você comeria??

Comida Peruana

Mix de delícias peruanas: muito camarão, marisco, lula, vieiras gigantes na concha, milho branco de grãos enormes e coentro na medida certa!



Milho frito: típico e divino, melhor que pipoca!! Pra acompanhar a ótima cerveja então...

Miraflores, Peru


Presépio sem preconceito: Jesus de bumbum de fora e Sagrada Família Afro-descendente!



Panama Canal



Natal

Meu natal foi um lixo. Ou melhor, nem tive natal. Teve uma festa para a tripulação (tudo pago por nós, nada, nem uma rena de chocolate dada pela companhia). A única coisa que eles ofereceram foi o DJ e a banda (lógico que foi a banda brasileira,BR Connection, porque era a melhor!). Eu queria muito ter ficado pra vê-los tocar mas estava exausta, com febre e dores nos pés.
Desde que cheguei foi a terceira vez que fui ao hospital do navio. A primeira logo no segundo ou terceiro dia por causa de uma diarréia que somos obrigados a reportar devido ao pânico que eles têm de que um vírus se espalhe pelo barco. Fizeram exame de sangue, me deram uma injeção e me confinaram na cabine até o dia seguinte.
Uma semana depois fui novamente, desta vez por causa dos meus pés. O inchaço era assustador mas o que mais incomodava eram as dores fortíssimas, como picadas de vespa, que ferroa e queima ao mesmo tempo, principalmente na hora de dormir. A dor é tanta que levo mais de duas horas do meu precioso tempo de descanso pra pegar no sono.
A vaca da médica nem pôs as mãos nos meus pés (estavam limpinhos, juro!) e diagnosticou que era “apenas” retenção de líquidos. Me deu diuréticos e mandou que dormisse com os pés para cima. É claro que ela nunca entrou numa cabine de crew, senão saberia que “pés para cima” na cama de cima do beliche é uma posição que desafia as Leis da Física.
Como não houve melhora nenhuma, o que houve foi o acréscimo da febre à tudo isso e o comprometimento da qualidade do meu trabalho devido às dores e à falta de sono, resolvi voltar no dia 24. Coletei urina e o resultado saiu em tempo recorde: menos de 2 minutos. De fazer inveja à NASA. Ela disse que eu tinha uma infecção urinária e receitou Bactrin. Milagrosamente meus pés amanheceram menos inchados, mas a dor, como no clichê da propaganda brasileira, continua a mesma...

Boat Drills

Os drills também matam o tempo do trabalho mas são muito chatos. São simulados de situações de emergência, tipo “abandonar o navio”. Até nisso a tripulação se fode. Não usamos barcos e sim botes infláveis e tanto a ração de água como a de comida contida neles é bem menor do que nos barcos de passageiros.
A primeira coisa que recebi quando cheguei (aliás, bem antes da chave da minha cabine que só chegou umas 4 horas depois...) foi meu cartão de segurança e fui orientada a mantê-lo comigo “ALL THE TIME” (com ênfase).
É um cartão que contém instruções específicas sobre onde ir e como agir em cada tipo de emergência. Por exemplo, a minha estação de emergência fica no Deck 5, Fire Zone 6. Meu bote salva-vidas é o 6/3. E eu faço parte da brigada Delta, esquadrão Search (busca). Traduzindo: procurar bombas ou pacotes e malas suspeitos em caso de ameaça terrorista.
Os códigos são assim: se o capitão fala da ponte BRAVO BRAVO BRAVO e indica o local (por exemplo, deck 5, forward, portside) é porque há um incêndio nesse local. Quem tem o código BRAVO no seu cartão de segurança deve se dirigir para o local indicado. Se o código BRAVO BRAVO BRAVO é dito sem a indicação de local é porque alguém acidentou-se.
O código STAR STAR STAR significa “homem ao mar” e o DELTA DELTA DELTA, ameaça terrorista.
Sete apitos curtos seguidos de um longo quer dizer que TODOS devem seguir imediatamente para suas estações de emergência. Devem vestir seus coletes salva-vidas casa estejam em suas cabines na hora que ouvirem o sinal.
Um apito longo seguido da voz do capitão dizendo “abandon ship” significa: FODEU. Salve-se quem puder.

Fire Fighting / CPR

Como sou novata por aqui, tenho muitos treinamentos. Por mais tediosos que sejam eu adoro. Afinal são pelo menos 60 minutos sentada, descansando os pés que parecem ter adquirido elefantíase de tão inchados e que doem absurdamente. Mas essa é outra história. Voltemos aos treinamentos.
São vários os temas, como títulos que me fazem lembrar meu tempos de producer do IIR: “Como Agir em Caso de Assédio Sexual”, “Lidando com a Diversidade Cultural”, “Controlando Multidões em Situações de Crise” (devia ser ministrado pela PM paulista, treinada em conter corinthianos revoltados), Treinamento Anti-Terrorismo (ministrado pelo gatíssimo israelense Levy, Security Officer), etc.
O fato é que hoje ostento um certificado de primeiros socorros, combate a incêndios e controle de crise. Não que eu possua nenhuma dessas qualificações. Afinal o que se pode aprender sobre primeiros socorros assistindo à uma apresentação de Power Point por uma hora? Quase nada. Mas a lei americana exige que todos os tripulantes possuam esses certificados. O correto seria fazer um curso em terra numa entidade competente, mas uma palestra de uma hora com apoio da tecnologia de ponta do PP custa bem menos. E o que realmente interessa para a companhia é a grana entrando nos cofres.
Deus nos livre o Infinity se transforme num Titanic. Eu tiro meu crachá na hora e me finjo de passageira!!!

A porta assassina

Quando eu era pequena minha mãe, como todas as mães, me alertava sobre os perigos da vida. Coisas normais como não por o dedo na tomada senão toma choque e outras mais aterrorizantes como não por a cabeça pra fora do carro porque pode passar um caminhão e decepá-la.
Alguns alertas, seja por muita ênfase da minha mãe ou por paranóia minha, ficaram. Eu diria que um dos grandes pânicos da minha vida é panela de pressão. Minha mãe sempre disse pra não chegar nem perto porque elas podem explodir e que o conteúdo borbulhante queimaria mãos, rosto e sabe Deus mais o quê. Com medo de ficar com a cara parecendo boneco de cera de filme de terror, simplesmente aboli essa tecnologia da minha cozinha. É claro que para os outros eu digo que não uso em nome do purismo, já que francês que se preza jamais usaria uma panela de pressão para acelerar o cozimento do velho e duro galo para o coq au vin.
Bem, tudo isso pra dizer que adquiri uma nova fobia: as WATERTIGHT DOORS. São portas corta-água, pesadíssimas, acionadas manualmente ou pela ponte de comando. Em hipótese alguma se deve tentar passar por elas enquanto estão sendo abertas ou fechadas. E para que isso fique bem claro na mente das pessoas, eles passam um vídeo mostrando a porta se fechando contra um osso de perna bovina. O corte é mais rápido e preciso que o das serras usadas em açougues (tenho horror delas também).
Como se isso não bastasse para amedrontar, o capitão grego que ministra os treinamentos de segurança (Safety Officer diferente do Security Officer, que cuida da segurança em termos “policiais) aterroriza mais um pouco: conta que muitos já perderam braços e pernas mas que o pior aconteceu há dois anos quando um tripulante foi literalmente partido ao meio, no melhor estilo Jogos Mortais.
Abaixo a foto da ceifadora. Acima a descrição de como criar uma fobia com sucesso.

Por que todo passageiro quando faz as malas esquece o cérebro em casa?

Desde a época que eu era guia de turismo da Dimensão essa questão me intriga. Perguntas como “Como se diz hambúrguer em inglês” eram normais e ficou famoso o caso da senhora que convidada a fazer o check-in indignou-se dizendo que não ia fazer “chequinho” nenhum pois já havia pago tudo à vista.
Será que as pessoas ao saírem de férias dão férias também aos neurônios? Abaixo alguns clássicos de bordo relatados pelos meus colegas.
·         Vocês moram no navio? As respostas variam, como dizer que moramos em pequenos barcos amarrados ao navio que são baixados à noite e recolhidos pela manhã. Uma resposta acabou gerando uma reclamação por parte do passageiro: o garçom croata quando questionado sobre nossa moradia respondeu que vínhamos todos os dias de helicóptero, às 4h30 da manhã. O passageiro reclamou porque ficou esperando pelo helicóptero...
·         Como é gerada a energia do navio e com que combustível são alimentados os motores? A resposta majoritária é de que temos um cabo de força que liga o navio até o porto de Fort Lauderdale.
·         Onde são criadas as galinhas que comemos? Resposta: ao lado do curral, deck 2. Se perguntam sobre o leite fresco, a resposta é: ordenhamos as vacas diariamente no curral que fica ao lado do galinheiro, deck 2.
·         Pergunta sem resposta: O que vocês fazem com as esculturas de gelo depois que elas derretem?

Aurélio de Bordo

Aqui vai um pequeno dicionário de sobrevivência a bordo.
·         Kaput – Quebrado, estragado, sem conserto, fudido. Ex.: O forno quebrou – The oven kaput / O presunto está estragado – The ham kaput / Meus pés estão fudidos – My feet kaput *Note que com o uso da expressão kaput suprime-se o verbo.
·         Banana – Problema, bronca, esporro. Ex.: Se não usar luvas você vai ter problemas – If you don’t wear gloves banana for you / Não faça a limpeza e talvez leve um esporro – Do the cleaning or maybe banana.
·         Taka Taka – Falação, Blá blá blá, encheção. Ex.: Trabalhar no serviço de quarto é bom porque não tem chefe enchendo o saco – The Bell Box is good because no taka taka / Na cozinha principal tem muita falação – Main galley is too much taka taka.
·         Jiggy Jiggy – Sexo
·         Mamagayo – Ócio, preguiça, tempo livre. Ex.: Vou para a cabine no meu tempo livre para transar com meu namorado – I go cabina mamagayo time to jiggy jiggy my boyfriend.
·         Paisano – Compatriota
·         Trosso(a) – Estúpido, idiota, sem noção. Ex.: Sempre que alguém faz uma pergunta idiota recebe uma resposta irônica acompanhada do chamamento “trosso”.
Aguardo contribuições dos meus colegas de confinamento...

Los Hermanos

Se existe um lugar no mundo onde brasileiros e argentinos sentam na mesma mesa e não discutem futebol, esse lugar é aqui. O engraçado é que andamos sempre juntos e existe uma cumplicidade difícil de imaginar mas fácil de explicar já que temos tantas paixões em comum.
Quem diria, los hermanos mais hermanos do que nunca!