20.2.09

Slumdog Millionaire


Pra mim esse é o filme do ano. Se não ganhar o Oscar é roubo.


Danny Boyle já havia mostrado a que veio quando fez o alucinante, vertiginoso e narcotizante Trainspotting, filme que revelou o jedi Ewan McGregor e a horripilante cena do bebê. Aliás, a cena em que o protagonista de Slumdog toma uma medida desesperada para encontrar-se com seu ídolo remete à famosa cena da privada de Trainspotting... 

Danny não tem nojo de merda, com certeza. Ou teve sua fase anal mal resolvida... rsrs

Boyle tem no currículo a pérola Cova Rasa, o bacaninha Por Uma Vida Menos Ordinária e o bacanão A Praia. Daí pra frente foi ladeira abaixo. Não esperava mais nada dele, parecia esgotado. Mas aí o cara renasce nesse filme irrepreensível.

A história conta através de flashbacks como um menino pobre da paupérrima India chega à final do "Show do Milhão" local. Criado nas favelas de Mumbai, ele é preso por suspeitarem de trapaça no progama de TV, afinal como ele poderia saber tantas respostas?

Muitos críticos traçaram paralelos entre Slumdog e Cidade de Deus, mas Boyle rejeita e não gosta da comparação. Dizem que a cor amarelada da película é a mesma. Eu acho que é a pobreza que tem os mesmos tons, onde quer que seja. Acusam-no de usar os mesmos recursos de enquadramento, seja com a câmera por cima ou por baixo dos atores. Mas ele já tinha feito isso antes, no próprio Trainspotting.

Seja o que for, Slumdog é arrebatador. A história é muito boa e só isso já valeria o ingresso. Ele ainda faz sofrer e você chega a sentir-se sufocado na poeirenta Mumbai. E a cena sozinha da redenção final, no melhor estilo Bollywood vale outro ingresso. Assista. É o tipo de filme pra se ver mais de uma vez.

E em tempos de Maya e Bahuan é culturalmente saudável conhecer a real vida indiana.

De Volta ao Aconchego

Pois é, não deu. Voltei. Pra mim foi tooooooooo much. A doença misteriosa nos pés, a melancolia profunda de ficar dias sem ver o sol, o desamparo da solidão, as sabotagens constantes do meu partner filipino, a tristeza e decepção por estar fritando omeletes, espremendo laranjas e fatiando pernil. Cozinhar de verdade mesmo, nada.


A falta de privacidade também se torna mortal com o passar dos dias. Quem me conhece sabe que não sou lá muito paciente, gosto dos meus momentos sozinha. Dentro de um navio vc não tem nem onde chorar sem ninguém ver. Isso me consumia. Eu achava que nunca poderia participar de um Big Brother pq arrumaria briga no primeiro dia. Hoje sei que não posso pq não aguentaria o confinamento. Eu vivi um Big Brother versão Apartheid sem prêmio nenhum no final.

Enfim, passou, já foi. Agora é respirar fundo e repensar no que fazer com o restante dos seis meses que planejara passar navegando.

O blog, graças às súplicas dos fãs, continuará. Certamente mais constante do que nunca e falando mais das coisas que eu gosto: cinema, música, literatura e gastronomia.

Agradeço todas as mensagens de apoio e carinho!